Nesse artigo vamos olhar o horizonte e conhecer o que está por trás de alguns movimentos que pode afetar você, caro radiodifusor.

O impacto da transformação digital na radiodifusão

Em meados de 2004 uma das maiores emissoras da grande São Paulo alcançava mais de 1.5 milhão de ouvintes por minuto, hoje, 2019, apenas 15 anos depois, a primeira colocada alcança pouco mais de 200 mil.

O que aconteceu foi uma mudança de geração e de comportamento impulsionada pela Internet.

Você sabia que os ouvintes do target 25, ou seja, nascidos em 1994, não possuem referência de mundo sem Internet?

E mais! Que seus ouvintes do target 18, ou seja, nascidos em 2001, não possuem referência de mundo sem Smartphone?!!!

Não perca a sintonia: o UOL começou em 1996. O Google em 1998. O Napster chegou com os MP3 em 1999. A Rádio UOL com playlists em 2000. E tudo mudou com o iPod em 2001. E, de novo, com o iPhone em 2007.

Muitos negócios nasceram apoiados em tecnologias e entregam as pessoas uma grande oferta de serviços concorrentes diretos e indiretos como música, entretenimento, notícias, conteúdo, etc, gratuitos e pagos, e distribui os "consumidores" entre esses diversos meios.

E você até pode pensar assim "ah, sou rádio, meu produto não é tecnologia". E, de fato, sua emissora pode não vender um aplicativo, mas ela é conhecida, reconhecida, comunicada e julgada por meio da tecnologia.

Dados e Analytics estão quebrando regras

No mundo todo a indústria de tecnologia está ensinando, incentivando e, muitas vezes, financiando o desenvolvimento de estratégias de negócio que incorporem técnicas de inteligência artificial (IA), e machine learning (ML), sempre buscando usar da "tal" Experiência do Cliente (UX) como diferencial competitivo.

E, o resultado dessa sopa de letrinhas, é um imenso conjunto de dados não estruturados.

Saber coletar, armazenar, tratar, analisar e disponibilizar estes dados tanto para a tomada de decisão da emissora quanto para o anunciante, é o novo petróleo, um novo asset corporativo e está revolucionando o mundo.

Não basta colocar os dados no centro da estratégia, é preciso ter um propósito. - Gartner

Por que você acha que o mercado de mídia digital movimentou R$1.4 bi em 2018 e cresce a passos largos? É porque os anunciantes, muitos que também veiculam com sua rádio, pagam bem por esses dados!

Agora, sinto lhe dizer, mas se o anunciante não pediu os dados da Internet é porque ele já deixou sua rádio de lado.

Os concorrentes indiretos estão se mexendo

Enquanto sua emissora ainda se comporta como se a distribuição do conteúdo não fosse pulverizada, diante dos problemas do dia-a-dia que agora misturam o artístico com Internet, outras empresas podem acabar mexendo no seu queijo.

"Em algum lugar, tem alguém acompanhado os seus passos. Por isso, é importante saber como os líderes de Analytics vão se comunicar com os clientes" - Rita Sallam, Distiguished VP Analyst do Gartner

O Spotify está testando uma ferramenta que imita a experiência de ouvir rádio.

Batizada de "Stations", a funcionalidade chega para ajudar as pessoas a alternar suas playlists e descobrir coisas novas. Segundo matéria da Billboard, as estações passarão a oferecer listas com base no histórico de escuta dos ouvintes, sem a necessidade de digitar ou pesquisar uma música.

Calma.... hum.... por que sua emissora não faz isso?

Não faça da sua emissora a nova Kodak

Dar o primeiro passo não é tão complicado e é tão barato quanto 1 pizza da Pizza Hut!

Coloque na sua plataforma de Streaming o Analytics Nextdial e entregue dados padronizados e comparáveis de toda rede ou emissora.

Seus anunciantes agradecem.

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