Como o Spotify é um serviço popular de streaming de música no mundo todo, talvez, você nem tenha notado que a Apple (bem atrasada diga-se de passagem), tenha lançado em 2015 seu serviço de streaming buscando destronar a rival Spotify

Nesse artigo vamos falar de streaming, números, estratégias para sua rádio começar a faturar com assinatura de podcasts e playlists.

O mercado de streaming

Em 2016 mais de metade do que a indústria musical conseguiu arrecadar veio de serviços de streaming. Segundo a consultoria PwC, o streaming de música como um todo cresceu 65%, com os EUA liderando.

Por aqui o cenário não é diferente.

Em 2021, estimasse que Spotify e cia. representem 61% desse mercado. E, enquanto o streaming cresce, os downloads e a compra de mídias físicas devem continuar caindo a uma média anual de 20% e 17%, respectivamente (se ainda achava que sua rádio iria ganhar dinheiro com comissão de vendas no iTunes, sai dessa!).

"A tendência é que cresçam num ritmo devagar, às vezes mais lentos em alguns países, mas haverá espaço para todo mundo. Acho que vão sobreviver os serviços que oferecerem melhor qualidade, variedade e usabilidade", Miguel Genovese, diretor de criação e inovação na PwC no Brasil

Em 2017 aumentou cerca de 43%, quase dois terços do total da receita, ou seja, mais de $5.7 biliões de dólares.

O "rei" Spotify

Aparentemente imbatível, com quase uma década de vida, o Spotify é um dos principais responsáveis por renovar o mercado musical com um modelo de consumo de música acessível e potencialmente lucrativo para todos os envolvidos.

No total, são 140 milhões de ouvintes em todo o mundo, se contarmos também a opção gratuita do serviço. Desses, 60 milhões são assinantes, continuando a crescer em um ritmo bastante acelerado para manter, com folga, a liderança no mercado de streaming musical.

E são os usuários pagantes que geram a maior parte da receita do Spotify e permitem que a empresa pague royalties decentes aos músicos, fechando acordos com gravadoras, garantindo a presença de grandes artistas e se livre de problemas judiciais.

Mais conteúdo premium na plataforma significa mais assinantes, em um ciclo que vem dando certo para a companhia sueca.

O segundo colocado, o Apple Music

O serviço da Apple chegou tarde, mas veio para bater de frente com o Spotify no quesito variedade musical.

Apostando num conteúdo direcionado para uma audiência jovem que cada vez mais está distante dos meios tradicionais como a TV e, explorando ao máximo a integração e a biblioteca que possui no iTunes, em março de 2018 Eddy Cue falou no SXSW que a empresa tinha atingido 38 milhões de assinantes.

Parte desse crescimento acelerado vem da grande penetração dos seus iPhones e iPads no mercado consumidor. Em 2016 eram contabilizados quase 1 bilhão de dispositivos iOS ativos.

Bons números para quem chegou apenas 9 anos atrasados...

E a sua rádio com isso?

Sua rádio pode até estar mais atrasada como a Apple, porém:

  • Certamente tem um catalogo de música grande;
  • Tem uma programadora musical de primeira linha;
  • Pode fazer acordos para ter conteúdo exclusivo;
  • Já produz conteúdo gratuito, a transmissão FM;

O que está faltando para entrar no mercado de streaming? Ter interesse nesse mercado e um bom aplicativo.

Enquanto isso, o Spotify segue gostando de faturar com o seu ouvinte.



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